Boletim EnerSolar 2018


São Paulo, 24 de maio de 2018 – O último dia da EnerSolar + Brasil – Feira Internacional de Tecnologias para Energia Solar, promovida de 22 a 24 de maio no São Paulo Expo pela Cipa Fiera Milano, teve importantes discussões sobre o promissor mercado para REC – Certificado de Energia Renovável, que percebeu um crescimento de mais de 100% em relação aos primeiros cinco meses do ano passado. E também sobre como a reciclagem, biodigestão anaeróbica e incineração podem ser a saída para lidar com os aterros sanitários, para os quais muitas cidades brasileiras poderão não ter mais espaço nos próximos anos, assim como as várias opções de financiamento de projetos de biomassa pela Finep com foco na inovação para o desenvolvimento sustentável do Brasil.

Cidades brasileiras poderão não ter mais espaço para depósitos de lixo no futuro

As cidades brasileiras não sabem o que fazer com os grandes depósitos de lixo. Essa foi a conclusão apresentada, nesta quinta-feira (24), no painel “Rentabilização de resíduos” – o tratamento de lixo e outros resíduos urbanos para a geração de energia e consequente resolução de problemas estruturais na cidade, durante o Biomass Day.  “A cidade de São Vicente, na Baixada Santista, não vai ter mais espaço para o lixo em 2020. E essa é a situação dos cerca de 5 mil municípios brasileiros”, denunciou Lytton Medrado, CEO da Bazico Tecnologia e Consultoria, empresa que tem como parceira a indiana ISGEC, gigante mundial com mais de 80 anos de atuação no mercado de tecnologias para plantas de cogeração de energia de biomassa e biogás, fabricação de açúcar e etanol, além de biodigestores para produção de biogás, tratamento de água, entre outros serviços.

Medrado apontou, durante a sua explanação, alguns caminhos para solucionar os problemas dos grandes aterros. “No Brasil, os aterros são uma tragédia, sem falar no impacto ambiental que provocam. E o poder público não tem dinheiro para lidar com isso. A solução estaria nas parcerias público-privadas”, afirmou.

Ele chamou a atenção também para o fato de que o problema do lixo não é abordado como deveria, nas suas verdadeiras dimensões. “O lixo não é mostrado de forma escancarada. Não se vê, por exemplo, menções nem mesmo nos principais telejornais da tevê.”

A liberação de gás metano, por exemplo, proveniente dos aterros, que polui o lençol freático e o ar, também foi enfatizada pelo executivo. “Reciclagem, biodigestão anaeróbica e incineração são algumas das medidas que poderiam ser tomadas para dar um destino melhor aos resíduos”, analisou.

Ele frisou a educação como um importante componente para melhorar o futuro do tratamento dos resíduos no país. “O lixo brasileiro tem 55% de umidade. Enquanto que, na Europa, esse índice é de apenas 30%. Ou seja, eles são muito avançados, pois dão prioridade à educação dos cidadãos nesse quesito”.

Mercado brasileiro de certificações de energia renovável dá salto em cinco meses

O potencial do mercado brasileiro dos Certificados de Energia Renovável (REC) foi demonstrado, nesta quinta-feira (24), no Congresso Ecoenergy no painel “Certificações I-REC e REC Brazil para energia solar: benefícios e nova geração de receita para geradoras”.  Para se ter uma ideia, em 2015, quando os RECs começaram a ser mais conhecidos, havia apenas quatro usinas de posse dos certificados. “Hoje já há 42 unidades de energia gerando RECs”, revela Fernando Lopes, diretor do Instituto Totum, voltado a emissões de certificados.

Em se tratando de volume de emissões, o mercado revela-se ainda mais promissor. “O número de certificados emitidos chegou a 83,6 mil unidades entre janeiro e maio, um crescimento de mais de 100% em relação ao mesmo período de 2017, quando foi registrada a emissão cerca de 40 mil RECs”, aponta Lopes.

Presente no Brasil há apenas cinco anos, os RECs já estão começando a abranger os setores de microgeração e geração, segundo o executivo. “Ao adquirir REC, contribui-se para o aumento da energia renovável e limpa no país”, observa Lopes.

Este mercado funciona da seguinte forma: toda a energia produzida é injetada no Sistema Interligado Nacional (SIN), o Grid, e viaja por uma rede de transmissão até o local em que ela será consumida. Dessa forma, ao receber a energia da rede local, é impossível rastrear fisicamente a sua fonte. Porém, é possível adquirir os Certificados de Energia Renovável (RECs, em inglês) na mesma quantidade da energia consumida, comprovando, assim, a sua origem renovável. “Cada REC representa uma unidade de geração de energia renovável. 1 REC é igual a 1 megawatt/hora, o que equivale a 1.000 kilowatts/hora de energia renovável injetada no sistema elétrico renovável”, aponta Lopes.

Os RECs emitidos no Brasil seguem os mesmos padrões dos RECs de outros países. Para se adequar ao modelo mundial, o Programa Certificação de Energia Renovável no Brasil utiliza, desde 2017, a plataforma internacional I-REC.

Finep fecha Biomass Day com opções de financiamento 

Marcos Barros, especialista em Bioenergia do Departamento de Agronegócios e Alimentos da Finep – Empresa Brasileira de Inovação e Pesquisa, fechou a programação do último dia do Biomass Day explicando o financiamento de projetos de diversos tipos de biomassa. Buscando gerar um incentivo a propostas, o executivo destacou que o referencial que orienta a seleção de PEIs – Planos Estratégicos de Inovação – enviados à Finep é a relevância da inovação para o desenvolvimento sustentável do Brasil.

O apoio da instituição abrange todo o sistema de CT&I, envolvendo a infraestrutura científica, a pesquisa e o processo de inovação nas empresas para o desenvolvimento de produtos, processos e serviços. As condições de financiamento para projetos de inovação crítica, voltados ao atendimento de prioridades nacionais de interesse estratégico que demandam grande esforço de P&D e mobilizam ICTs e universidades, incluem um prazo de até 144 meses de financiamento, com a Finep tendo 90% da participação.

“São diversas as opções também para os projetos de inovação pioneira, inovação para competitividade, inovação para desempenho, pré-investimento, difusão tecnológica e outras modalidades.” Podem ser financiadas obras civis, instalações, máquinas, softwares, matérias primas, equipes, treinamentos, viagens, compra de participação no capital de empresas inovadoras, joint-ventures, fusões, incorporações, produção e introdução de inovações tecnológicas no mercado. Mais informações sobre apoio e financiamento de projetos de biomassa podem ser encontradas no site www.finep.gov.br.

SERVIÇO:

EnerSolar + Brasil – Feira Internacional de Tecnologias para Energia Solar
Data: 22 a 24 de maio de 2018
Horário: 13h às 20h
Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center – Rodovia dos Imigrantes, KM 1,5 – São Paulo / SP
www.enersolarbrasil.com.br


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